Foto: Acervo da OBC.

São Simão-SP é uma cidade onde a natureza é exuberante e farta. Possui uma grande extensão de serra que dependendo da época do ano e das condições climáticas, é tão verde que é impossível passar despercebida. Nosso mais querido local para lazer, a prainha do Tamanduá, é a nossa praia no interior. Em contraste a essa beleza natural, encontramos outra em ricos ornamentos nos casarios no centro histórico da cidade, que na sua maioria foram construídos com características alemãs.

01 - PRAINHA DO RIO TAMANDUÁ

Local onde principalmente aos finais de semana e no verão, concentra um número muito grande de turistas. O local é uma reserva ecológica, mas a Prefeitura Municipal, ainda não determinou local para camping, churrasco, etc. O local é preservado precariamente, com a ajuda de voluntários que solicitam a colaboração dos usuários. O local possui banheiros, mas o uso está sujeito a autorização e de funcionários de plantão. Fica a 6 Km da cidade.


Foto: Alexandre Robazzi.

               

               

               

               

           
Trilha pelo leito do Rio Tamanduá.

02 - MORRO DO CRUZEIRO

Possui 1.000m de altitude, com a maior cruz em concreto do Brasil - 40m de altura. Durante o trajeto da cidade ao alto do morro, pode-se observar as estações da Via Crussis.
Na Semana Santa, a população sobe em procissão iluminada por tochas e luzes de velas, rezando e fazendo orações em cada estação, lembrando a trajetória de Jesus cristo ao Calvário. Fica a 3 km da cidade.


Foto: Acervo da OBC.

03 - PARQUE E BOSQUE MUNICIPAL

Situado nas imediações dos Bairros Vila Monteiro e Jardim Cava do Bosque, o local possui uma vasta arborização, playground para crianças, estátuas em concreto de animais e um lago, onde os freqüêntadores podem através de uma ponte sobre as àguas, chegar ao quiosque situado no centro do mesmo.
Neste parque, também conhecido como Parquinho do Bigaran, funcionava o antigo zoológico da cidade, desativado por não oferecer condições de abrigar os animais. As jaulas ainda estão por lá, mas, vazias.

       
Fotos: Acervo da OBC.

04 - CASA DE CULTURA MARCELO GRASSMANN

A Casa de Cultura Marcelo Grassmann, tombada pelo Condephaat, é um típico chalé alemão, construído em dois pavimentos, sendo que o superior é todo de madeira.
A Casa abriga anualmente na segunda quinzena de setembro, uma exposição com obras do artista, considerado um dos maiores gravuristas da atualidade. A Casa que foi tombada para ser um centro cultural, abriga vários departamentos da Prefeitura Municipal, como o de Esportes, Turismo, Educação e Cultura.
A casa não abre aos finais de semana, a não ser que esteja realizando algum evento. Contato: +(16) 3984.2393.


Foto: Acervo da OBC.

05 - IGREJA MATRIZ DE SÃO SIMÃO APÓSTOLO

A primeira Igreja Matriz, que fora construída de pau-a-pique, estava em ruínas e por determinação superior devia ser construída outra. D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, Bispo Diocesano de São Paulo, em junho de 1886 quando aqui esteve em visita Pastoral, interditou a Matriz e lançou a pedra fundamental da Matriz Nova ao lado da que existia. Ele achou que o terreno mais apropriado para uma construção de grande vulto como a de uma Matriz, era o do lado direito do córrego, de terra vermelha e firme. Ao passo que o da margem esquerda era arenoso e fraco. Além disso, o centro da vila, isto é, a parte mais povoada era a do lado direito do riacho, onde fora edificada a Matriz que estava em ruína.
Recomendou D. Lino nessa ocasião, que se construísse a Matriz ao lado da Antiga, aproveitando-se parte do alicerce que era sólida, com a torre lateral - do lado direito. Talvez no livro Tombo não tenha ficado muito claro ou posteriormente resolveu-se mudar o local, o fato é que a nova Matriz foi construída a uns 200 metros mais ou menos para diante em direção sul, com torre central e não mais obedecendo o sentido norte-sul e sim "com a frente para o lado da estação".


Igreja Matriz antes da reforma da torre
Fotos: Acervo da OBC.

A 13 de abril de 1887 a Comissão de Obras da Nova Matriz assinava contrato para construção com os empreiteiros: Vicente Blumi, Luiz Rocco, Manoel José Alves. Era Engenheiro responsável pelas obras e autor da planta, Dr. José Maria Gregório e a construção foi iniciada em meados do ano de 1887. As paredes da igreja são bem reforçadas, de quase um metro de grossura, quase toda de pedra; pedra retirada em grande parte de uma pedreira, que existia no alto da rua 7 de setembro esquina com a rua da pedreira, (hoje Augusto Paulino Gouveia), e parte, de pedra nº9 vinda de Itú.
É de se notar que a Matriz está construída sobre uma pedreira. Talvez tenha sido este o motivo da mudança de local. O contrato de rebocar a igreja foi feito por Luiz Rocco, com a Câmara, a 30 de novembro de 1.889 e homologado em fevereiro de 1890.

   
Igreja Matriz atualmente
Fotos: Acervo da OBC.

Presume-se que a construção tenha terminado em 1891, por, na sessão da Câmara de 22 de julho, era lido o pedido de Luiz Rocco "para que fosse feita inspeção e pagamento, pois as obras estavam concluídas".
A Nova Matriz foi benta e inaugurada no dia 3 de fevereiro de 1892, com grande solenidade, comparecimento de diversos padres e grande número de fiéis, por ocasião da festa de S. Benedito. Neste mesmo dia, como parte das solenidades, foi instalado o "Apostolado do Sagrado Coração de Jesus".
O Primeiro relógio colocado na torre, foi a 6 de janeiro de 1.896 - "um regulador público" - adquirido por subscrição popular. Esse regulador, era o relógio. Estava colocado logo abaixo do campanário e tinha apenas uma face.
Por ocasião da reforma da Matriz em 1956 e modificação da torre, foi colocado um novo relógio, acima dos sinos, com 4 faces iluminadas. O altar-mor da Matriz, de madeira, imitando muito bem o mármore, com os alto-relevos recobertos de lâminas de ouro, foi sempre motivo de orgulho para os católicos de São Simão. É, de fato, uma obra de arte e de muito bom gosto.
No dia 13 de novembro de 1898(domingo), com grande solenidade, ele foi bento e inaugurado, havendo missa cantada, pregando, em seguida, o Rvmo. Cônego Ezechias de Fontoura Galvão, Vigário Capitular, que da Capital veio especialmente para tal fim.


Altar Mor da Igreja Matriz
Fotos: Acervo da OBC.

O altar é obra do escultor Marino Del Fávero, de São Paulo, cuja obra, na ocasião, foi comparada com as da Catedral de Campinas. Em março de 1900, a pedido do Intendente Antônio Cassiano Nogueira, a Empresa de Eletricidade de São Simão concedeu gratuitamente para a Matriz a colocação de uma lâmpada de 32 velas "que funcionará todas as vezes que houver cerimônia religiosa à noite".
Uma lâmpada só não resolvia o problema da iluminação e talvez por ficar mais caro o sistema elétrico, em maio de 1904 foi inaugurada a iluminação a gaz acetileno. Em cada coluna foram colocados 2 bicos de gaz, além de outros em diversos pontos da igreja.
Na reforma da igreja em 1.925 foi definitivamente abolida a iluminação a carbureto, ficando somente a elétrica, a igreja recebeu belíssima e artística pintura executada pelos artistas Benedito Calixto e do italiano Cercelli e assoalhada por ladrilhos.
A maior reforma talvez tenha sido a realizada em 1.912. Nesta ocasião foi feita a capela do Santíssimo Sacramento, sacristia, depósito para o gasômetro(para iluminação), pintura do adro, 3 portas de ferro de 2,50 metros de altura confeccionado pela Fundição dos Grassmann, grades na torre, vitrais e outros melhoramentos.

   
Detalhe dos vitrais
Fotos: Acervo da OBC.

Em 1998, teve iniciada uma outra reforma, a qual mudou características originais da Igreja. A reforma de gosto duvidoso, causou polêmica e sofreu processo pelo CONDEPHAAAT - Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo.
Essa celeuma, causou a transferência do Pároco que conduzia a reforma da mesma.

   
Amarrações no teto após aplicação de concreto e afresco já restaurado
Fotos: Acervo da OBC.


Parte que desabou já restaurada
Foto: Acervo da OBC.

Em 2003, parte do forro sobre o altar de mármore desabou, causando a destruição do mesmo. A igreja foi fechada para o restauro da parte que desabou, e um projeto de contenção das outras áreas do forro foi feito para garantir que não viesse abaixo os afrescos pintados no séc. XVIII, mas o trabalho não foi feito por especialistas e parte do afresco desabou,tendo o mesmo sido restaurado posteriormente.

   
Dragão de Pedra e Gruta da Imaculada Conceição
Fotos: Acervo da OBC.

Em torno da Igreja Matriz, na praça, existe um grande Dragão em pedra natural, a Gruta da Imaculada Conceição e uma estátua do Pe. Plínio Toldo, vigário muito querido na cidade, foi Prefeito Municipal por duas gestões, falecido em 01 de junho de 1997, vítima de um acidente automobilístico.

       
Busto do Pe. Plínio Toldo
Fotos: Acervo da OBC.

   
Busto de Simão da Silva e a representação da fundação da cidade em azulejaria
Fotos: Acervo da OBC.

06 - MUSEU HISTÓRICO SIMONENSE

São Simão tem história anterior ao século 18, temos no acervo do Museu Histórico e Cultural Simonense, administrado pela Fundação Cultural Simonense, fósseis que afirmam a existência de primitivos que habitavam esta região há cerca de 2.000 anos.
Este acervo foi considerado por Jacques Techié - uma das maiores autoridades em arqueologia no mundo, da faculdade de Dantérre na França, como o melhor da América Latina, pois possui artefatos das eras da Pedra Lascada, Pedra Polida e da Cerâmica, todos encontrados em nossa cidade e que causam enorme interesse entre estudiosos e estudantes, que freqüentemente o visitam em excursões.
O Museu possui também acervo sobre o registro de imigrantes que vieram para a nossa cidade de várias partes do mundo no início da colonização e industrialização da cidade.
Também é possível conhecer a história da Revolução de 1932, através de acervo de simonenses que participaram da Guerra.
O Museu abre aos finais de semana e com visitas monitoradas para escolas e interessados.

   


Fotos: Acervo da OBC.

07 - THEATRO CARLOS GOMES

O Theatro Carlos Gomes, construído pelos alemães em 1888 é uma réplica de memória de um importante teatro alemão.
É um prédio pequeno, com camarotes e galeria, foi iluminado à gaz acetileno e as paredes laterais externas, a posterior e a cobertura de folhas de flandres.
Passou a ser “Cine Theatro Carlos Gomes” no final do século XIX.
No início dos anos 20, o Theatro se encontrava em situação ruim, devido aos impostos cobrados, não era possível os Grassmann fazerem melhorias, foi desta data em diante, que o mesmo começou a perder suas características. Passando por uma grande reforma em 1926, já com a direção de Achiles Reinhardt e com auxílio da Câmara Municipal. Foram substituídas as paredes laterais de flandres por tijolos. Muitos se lembram dos maravilhosos afrescos que desapareceram nessa época. Em 1930 foram retirados os bancos inteiriços e colocadas poltronas de madeiras individuais.
Na segunda metade dos anos 50, houveram a realização dos grandes Festivais. Grandes espetáculos foram apresentados por simonenses que lotavam o Theatro. Não durou muito, logo foi inaugurado o Cine Oásis e o velho prédio do Carlos Gomes foi fechado. Reabriu novamente nos anos 70 por pouco tempo e logo fechou. Foi reinaugurado em 1979, “restaurado”, não teve realizado o seu projeto na íntegra, em uma tentativa de economizar o dinheiro conseguido. Devido a sua mal utilização e as obras realizadas anteriormente, deteriorou-se, a infiltração tomou conta das paredes, das lajes o que obrigou a ser interditado no início de 1997 por total falta de segurança. Foi restaurado e reaberto ao público em 2008.




Fotos: Acervo da OBC.

08 - PRAÇA DA REPÚBLICA
A Pça é o ponto de encontra da população aos finais de semana. Possui área verde, área para lazer e eventos com um palco em formato de arena. Aos finais de semana o trânsito é impedido de passar pela rua ao lado da praça. Os pedestres invadem toda a área e arredores.
Fica na pça, próximo ao trailer de lanche Gattu's Tudo, o marco da República. Uma cruz de cimento, onde outrora deveria ter sido erguida uma capela. Outra atração é a fonte luminosa com vários movimentos de luz e jatos dágua.

   
Marco e painel do Berço da Proclamação da República
Foto: Acervo da OBC.

   
Fonte Luminosa com vista para o Morro do Cruzeiro e a Fonte Luminosa a noite
Fotos: Acervo da OBC e Manoel Luiz Vargas e Silva.


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