O espetáculo “O Caixeiro Viajante” visa estimular a imaginação e a criatividade através da linguagem corporal e dos bonecos, desenvolver a percepção sensorial e estética com técnicas de manipulação e elementos visuais, promover a reflexão sobre temas universais como transformação e aceitação, estimular a socialização e a empatia através da experiência coletiva e da identificação com os personagens, e introduzir o mundo do teatro e da arte, mostrando o potencial expressivo dos bonecos e despertando o interesse pela cultura.

Quando o conto de fadas nos toca profundamente!

"O CAIXEIRO VIAJANTE OU O VENDEDOR DE ILUSÕES"

Criação, Direção, Produção e interpretação: João Butoh.
Premiere: X Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente-SP-Brasil – Setembro de 2003.

O espetáculo trabalha com uma linguagem corporal e sem palavras, utilizando vários bonecos, de diversos tamanhos e técnicas. Os objetos vão saindo das malas do personagem e a história da princesa que foi transformada em sereia, vai sendo contada de forma lúdica e mágica.

HISTÓRICO DO ESPETÁCULO:

O espetáculo teve sua estréia no X Festival Nacional de Teatro de Presidente Prudente-SP em 2003; fez temporada de muito sucesso no 13º Festival de Teatro de Curitiba/2004 e na Mostra Metropolitana em escolas nas cidades de Colombo, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e Araucária, fazendo um público de mais de 5.000 crianças, professores e pais de alunos.
Fez temporada em Belo Horizonte-MG em 2004 e interior de Minas Gerais.
Em 2005 voltou a programação do 14º Festival de Teatro de Curitiba e da Mostra Metropolitana sendo também apresentado em Colombo-PR e Araucária-PR, foi considerado um dos três melhores espetáculos infantis do festival pela Gazetinha – Suplemento Infantil do Jornal Gazeta do Povo de Curitiba-PR com nota 10. Também participou do 9º Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau – SC, 6º Encuentro Internacional de Teatro “En el Corazón Del Mercosur” na Argentina, XXXI Festival Internacional Cervantino Callejero em Guanajuato – México, 2º Festival Internacional de Teatro Popular na Cidade do México, IV Mostra Rio São Paulo de Teatro de Rua em Paraty-RJ.
Em 2006 participou do 15º Festival de Teatro de Curitiba – PR, 6º Mostra Corumbá-Santuário Ecológico da Dança em Corumbá – MS.
Em 2008/2009 voltou ao repertório da Cia Ogawa Butoh Center nas comemorações de seus 25 anos.
Em 2009 cumpriu temporada na Associação Cultural Nova Acrópole – Sala Euterpe em São Paulo-SP.
Em 2010 apresentou-se na EMEI Adelaide R. S. Marques em Sertãozinho – SP e no Festival de Teatro de Curitiba-PR.
Em 2012 apresentou-se na EMEF “Professora Nair Teixeira Ortolan” em Sertãozinho – SP.
Em 2016 participou do 25º Festival de Teatro de Curitiba – PR e participou de circuito cultural nas escolas municipais de ensino fundamental em Ribeirão Preto-SP.
Em 2017 participou do 26º Festival de Teatro de Curitiba – PR. Em 2008 apresentou-se na EMEI Adelaide R. S. Marques em Sertãozinho – SP, participou no circuito cultural nas escolas municipais de São Simão-SP.
Em 2024 participou do circuito cultural nas escolas municipais de São Simão-SP pelo projeto vencedor da Lei Paulo Gustavo.

CRÍTICAS SOBRE O ESPETÁCULO:

“Hoje, dia 16/05/2004, eu, minha esposa e minha filha, assistimos ao espetáculo “O Caixeiro Viajante”. Excelente espetáculo que se desenvolve num ritmo em que nos faz mergulhar nas profundezas dos contos de fada e nos remete aos contos que criamos de nós mesmos e contamos e recontamos as histórias de nossas vidas. O Ator consegue através de um carisma todo especial, levar até aos espectadores o elemento mágico que nos comove e nos faz chorar diante te tanta beleza. Sua expressão corporal nos hipnotiza e nos faz sonhar. O ator consegue contar de uma forma inovadora, emocionante os contos de fada. A trilha sonora é fantástica. O ator consegue atuar em perfeita harmonia com a trilha sonora. A morte da bruxa é inovadora e nos faz pensar que o fim de tudo que é mal, não é o começo daquilo de bom que o homem quer construir. Depende do homem, dos sentimentos, dos fatos da vida e da atuação de seu criador. Parabéns para o ator e toda a sua equipe.”
Angela, Alice e Kleber Netto Fonseca – de Belo Horizonte por e-mail.

Balanço final do 14.º FTC
“O balanço dos espetáculos apresentados para crianças e adolescentes durante o 14.º Festival de Teatro de Curitiba (FTC) é positivo. De uma maneira geral, o público teve uma boa variedade de temas e de propostas.
Percebe-se que a grande maioria dos profissionais está preocupada em reciclar a linguagem utilizada nas encenações – respeitando a inteligência da platéia jovem. Estereótipos, atuações exageradas e espalhafatosas estão realmente com os dias contados.
Apesar de algumas ingratas surpresas, boa parte das companhias que estiveram no FTC provaram que com cuidado e criatividade é possível entreter e ainda ensinar muito à garotada (e sem aquela idéia de ser didático ao extremo ou exageradamente fantasioso).

Apontar as melhores atrações não é fácil. Por questões lógicas (número exagerado de peças), foi impossível assistir a tudo. Mas vamos tentar fazer uma reflexão a partir do que vimos.
No topo da lista, destaco três trabalhos: A Princesa Engasgada, do Grupo Farsa, de Porto Alegre; O Caixeiro Viajante ou o Vendedor de Ilusões, da Ogawa Butoh Center, de São Simão, São Paulo; e Um Mundo Debaixo do Meu Chapéu – Projeto Chaplin para Crianças, da Cia. do Abração, de Curitiba.
São três projetos completamente diferentes e que têm em comum a responsabilidade e o respeito com o público. No caso, as crianças.
A peça gaúcha surpreende em vários aspectos. No palco, por exemplo, apenas duas “araras de roupa” e alguns objetos que vão colaborar com a história. Dois atores, excelentes em suas atuações, contam as desventuras de uma princesa que está engasgada com um espinho de peixe (com direito a troca de figurinos diante dos olhares atentos dos espectadores).
Na verdade, o espetáculo brinca com os contos de fada. O camponês, que amarra o pé da esposa na mesa para ter certeza da fidelidade da mesma, sempre ouve da companheira: “Quando nos conhecemos era tão diferente. Eu era bela”, e assim por diante. Irritada com o marido, ela decide aprontar. Inventa que o simples homem é um médico. E o mesmo tem que ajudar a princesa – que é gorda e meio boba (totalmente diferente dos contos de fada). Afinal, como desobedecer o rei?
Apesar do enredo até certo ponto simples, a maneira com que os artistas amarram a trama é rica e envolve todo o público. O resultado é 10.
O mesmo pode-se dizer da montagem paulista. João Butoh apresentou, nas Ruínas de São Francisco, um espetáculo no qual contava apenas com sua apurada expressão corporal – influenciada pelo butoh, uma dança que surgiu no Japão.
Ele encarna um contador de histórias, que sem dizer uma palavra, apresenta a história de uma princesa que foi transformada em sereia. As músicas e os diversos sons utilizados – além de bonecos e pinturas – criam o ambiente ideal para adultos e crianças deixarem a imaginação falar mais alto. Outro desempenho 10…
Ranking do 14.º FTC – Cristiano Luiz Freitas (Editor da Gazetinha)
1º Lugar – O Caixeiro Viajante ou o Vendedor de Ilusões
Cotação: 10″ …
Cristiano Luiz Freitas – Editor da Gazetinha – Gazeta do Paraná – Curitiba – PR – 29 de março de 2005.

Os contos de fadas são mais do que histórias;
são chaves que abrem portas para a imaginação,
a sabedoria e a eterna capacidade de sonhar!

Os objetivos do projeto:

1. Estimular a Imaginação e Criatividade:

  • Desenvolver a capacidade de interpretação através da linguagem corporal e dos bonecos.
  • Incentivar a criação de narrativas próprias a partir dos elementos visuais e objetos.
  • Transportar as crianças para um mundo mágico, utilizando a história da sereia como ponto de partida.
  • Explorar diferentes possibilidades e significados através da variedade de bonecos e objetos.

2. Desenvolver a Percepção Sensorial e Estética:

  • Aguçar a percepção visual e a leitura de emoções através da expressividade dos movimentos.
  • Apresentar diferentes formas de expressão artística através das técnicas de manipulação de bonecos.
  • Despertar a sensibilidade estética através da cenografia, iluminação e música.
  • Ampliar o repertório estético das crianças ao apresentar diferentes técnicas de manipulação.

3. Promover a Reflexão e o Pensamento Crítico:

  • Abordar temas universais como transformação, aceitação e superação através da história da sereia.
  • Utilizar os bonecos e objetos como símbolos para representar diferentes ideias e conceitos.
  • Incentivar a discussão e a troca de ideias após o espetáculo.
  • Estimular a capacidade de interpretação e a construção de significados através do simbolismo.

4. Estimular a Socialização e a Empatia:

  • Proporcionar um momento de socialização e troca de experiências através da experiência coletiva de assistir ao espetáculo.
  • Gerar identificação e empatia com os personagens, especialmente com a sereia.
  • Abordar a importância do respeito às diferenças e da valorização da individualidade através da diversidade de bonecos e objetos.
  • Incentivar as crianças a se colocarem no lugar da personagem e refletirem sobre suas próprias emoções.

5. Introduzir o Mundo do Teatro e da Arte:

  • Apresentar o teatro como uma forma de expressão artística diferente do cinema e da televisão.
  • Mostrar o potencial expressivo dos objetos e a capacidade de contar histórias através dos bonecos.
  • Despertar o interesse pela arte e pela beleza através da fruição estética e do encantamento.
  • Apresentar a utilização de bonecos como linguagem principal do espetáculo.

Motivos, Diferenciais e Relevância do Projeto

Motivos para a realização do projeto:

  • Estímulo à imaginação e criatividade infantil: Em um mundo cada vez mais digital, o espetáculo oferece uma experiência lúdica e sensorial, incentivando a criança a construir narrativas e interpretar símbolos através da linguagem corporal e dos bonecos.
  • Desenvolvimento da percepção estética e sensibilidade artística: Através da manipulação de bonecos, da música e da cenografia, o projeto apresenta diferentes formas de expressão artística, ampliando o repertório cultural das crianças.
  • Promoção da reflexão e do pensamento crítico: A história da sereia, com seus temas universais, convida a criança a refletir sobre suas próprias emoções e experiências, desenvolvendo o pensamento crítico e a capacidade de interpretação.
  • Estímulo à socialização e empatia: A experiência coletiva de assistir ao espetáculo promove a interação social e a identificação com os personagens, desenvolvendo a empatia e o respeito às diferenças.
  • Acesso à cultura e ao teatro: O projeto democratiza o acesso à cultura e ao teatro, apresentando uma linguagem lúdica e acessível ao público infantil.

Diferenciais do projeto:

  • Linguagem não verbal: A ausência de palavras aguça a capacidade de interpretação e a criação de narrativas próprias, tornando a experiência mais imersiva e participativa.
  • Variedade de bonecos e técnicas de manipulação: A diversidade de bonecos e técnicas utilizadas no espetáculo enriquece a experiência estética e apresenta diferentes formas de expressão artística.
  • História clássica da sereia: A história da sereia, com seus temas universais, gera identificação e empatia no público infantil, tornando a experiência mais significativa.
  • Interação com o público: A possibilidade de interação com o público após o espetáculo, através de debates e atividades lúdicas, amplia a experiência e estimula a reflexão.

Relevância do projeto:

  • O projeto está alinhado com a missão de promover o acesso à cultura e ao lazer, contribuindo para o desenvolvimento social e cultural da comunidade.
  • O espetáculo “O Caixeiro Viajante” diversifica a programação cultural vigente, oferecendo uma opção de entretenimento e aprendizado para o público infantil.
  • O projeto contribui para a formação de público para o teatro, apresentando uma linguagem lúdica e acessível às crianças.
  • A realização de um projeto inovador e de qualidade como “O Caixeiro Viajante” fortalece a imagem da Ogawa Butoh Center como um centro de referência de produção cultural e educacional de qualidade.